A primeira coisa que se vê num lugar nunca é a que mais importa. É a mais fácil de fotografar, de descrever, de vender — e por isso é também a mais enganadora.
Ler bem um contexto começa por perguntar o que muda consoante a hora e o dia — depois, distinguir quem vive ali todos os dias de quem por ali passa; reparar no que não está lá; e, por fim, confrontar a narrativa que se conta sobre um lugar com a experiência real de o atravessar.